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Avaliação da comunicação

do Impacto

& Intervenção

0.72% da população mundial são Pessoas que Gaguejam

Notícias //

Precisa-se - Bem falantes: gaguez e trabalho

Abril  29, 2016

Todos nós somos avaliados pelo nosso aspeto físico, por quão arranjados estamos e pelo modo como comunicamos. Quando vamos a uma entrevista de emprego será que uma pessoa que gagueja 'soa bem' quando comunica e é selecionada...

Pode ler o artigo Wanted – straight talkers: stammering and aesthetic labour (Butler, 2014) na íntegra em: 

http://wes.sagepub.com/content/early/2014/03/06/0950017013501956.full#content-block

Ninguém é sempre Fluente

 

Ninguém fala sempre de modo fluente (Ward, 2011) nem mesmo uma pessoa reconhecida como eloquente e um ótimo comunicador, pois todos nós usamos interjeições “uhm” “ahm” para ganharmos tempo, revemos o estamos a dizer, hesitamos, repetimos palavras e 'tropeçamos' em algum som de fala. 

Gaguez não tem cura, mas há intervenção​

Não há cura.​

Mas há métodos e técnicas

que pode usar como um 'canivete suiço', quando decide que precisa e vai ser útil... usa. Não tem de ser sempre, pois sempre é muito dificil - o que faz sempre, sem exceção? 

Agora não fazer NADA não é nem um método, nem uma técnica, nem solução.

Vídeo //

Gaguez Vs Síndrome de Tourette

O video supra no youtube pode ter legendas em português - activar nas definições 

 

Há alguns videos em português europeu 

que também pode ver como por exemplo:

 

http://media.rtp.pt/blogs/agoranos/artigos/dia-internacional-da-gaguez_5829

Causa genética da Gaguez//

Prof. Doutor Dennis Drayna

Quais os genes identificados em Pessoas que Gaguejam.

Desde que este video foi feito até à data foi identificado mais um gene.

 

Há a possibilidade de ativar legendas deste video no site youtube em português com tradução simultânea com boa qualidade.

Causa(s)

Ainda não se sabe a causa para todas as pessoas que apresentam gaguez. No entanto sabemos que não se deve a sustos, a pensar mais rápido do que é capaz de falar, a ser muito nervos@, ansios@ ou a um problema de falta de coordenação respiratória.

Os estudos mais recentes concluem que em 66% das Pessoas que Gaguejam (PqG), tal deve-se a causa genética. Estão identificados quatro genes, é frequente existir historial de gaguez na família, ou seja, há um parente que teve episódios de gaguez na infância ou um adulto que é uma PqG (Yairi & Seery, 2015).

A causa também pode ser neurofisiológica  – níveis elevados de dopamina, funcionamento dos gânglios da base; linguística  – exigências por partes dos interlocutores sob a forma como a criança fala e o manter de comportamentos linguísticos; ambiental  – como as pessoas que convivem no dia-a-dia reagem à gaguez. I.e. ao fazer implicar “Tu não sabes falar”; ao colocar de parte; ao sugerir “em vez de falar canta” sem refletir como esta sugestão pode ser humilhante; ao sugerir “tem calma, respira e pensa antes de falar” e como estas palavras têm em todos nós o efeito contrário (caso tenha duvidas experimente dizê-lo durante um debate a alguém); ao julgar que devido ao modo como fala é menos inteligente; ao verbalizar seja de que modo for que esta forma e modo de comunicar com disfluências não é aceitável.

Pode também ser psicogénica  – no entanto esta é bastante rara e tem uma característica muito específica que a distingue: o próprio não tem consciência que gagueja (Costa & Kroll, 2000).

Quando surge

Cerca de 4.5% das crianças entre os 2 e os 6 anos de idade apresentam uma perturbação da fluência i.e. gaguez, mas esta não faz parte do desenvolvimento típico e surge tanto em meninos como em meninas (Yairi & Seery, 2015). 

O que tipicamente rege o raciocínio clínico é que muito provavelmente nestas idades trata-se de uma gaguez transitória, ou seja, que por si irá desaparecer. 

Dos  4.5% -  33.3% das crianças apresentam uma situação ligeira. Com repetições no início das frases: e e e e e e eu fui..... ; eu eu eu eu quero..... E desde que em família alargada se encontre um meio termo em casa e na escola entre o empolar da situação e o fazer de conta que esta não existe. Esta disfluência transitória desaparece sem intervenção em terapia da fala.

Depois outros 33.3% das crianças apresentam 'tipos' de disfluências como:

- repetições de sintagmas por ex.: eu quero eu quero...

- repetições de silabas por ex: capa pa pa cete

- não têm associado movimentos dos olhos, da cabeça...

Estes  "dão um grau de gaguez" mais grave, logo a hipótese de desaparecer sem terapia da fala ainda existe mas é de 50/50.

Por fim "sobram" os 33.3% que poderão vir a ter uma gaguez crónica em que se pode prevenir que tal suceda - depende muito do grau de gaguez e do temperamento da criança i.e. em como ela própria lida com a situação.

Um 'clássico' da gaguez é a sua inconsistência e variabilidade ao longo do dia, mas também ao longo da semana... do mês...  o que não ajuda em nada a lidar com a situação.

O que não ajuda
 quando uma Pessoa gagueja

1. Pensa antes de falar

2. Fala devagar

3. Não estejas nervos@

4. Relaxa, tem calma

5. Respira fundo

6. Fazer de conta que não há uma dificuldade em falar

 

Então o que fazer

​1.​ Esperar que termine de falar

​2. ​Ouvir até ao fim

​3. ​Não terminar as palavras e/ou as frases

4. Escutar o conteúdo da mensagem e não a forma como é produzida

O que precisa saber antes de escolher um terapeuta da fala

- O que quer mesmo saber? Por exemplo: causa(s) da gaguez; mitos sobre gaguez; hereditariedade....

- Qual a duração e a frequência das sessões​​

- Quais são os seus objetivos e considerar diferentes metodologias e técnicas

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